Sobreviver para quê ?

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O meu primeiro livro, Choques Mentais, foi lançado em Novembro de 2012 e inclui algumas reflexões que eu tive até lá…

Hoje tive mais esta :

Amanhã faz 40 anos desde que se deu a Revolução de 25 de Abril. Os média estão recheados de trabalhos sobre o assunto, sendo que a maior parte dessas entrevistas, desses comentários e dessas informações, são – no mínimo – ridículos.

Continuamos a assumir que vivemos em Liberdade e em Democracia, embora o nosso dia a dia nos prove constantemente o contrário. A liberdade não existe, porque a maioria das pessoas se subjugou a tantos compromissos, que nunca se consegue libertar : é o trabalho, são as dívidas e a constante falta de dinheiro e tempo. Quantas pessoas em Portugal conseguem decidir e realizar, por exemplo, um desejo tipo : “Hoje, vou a Nova Iorque, passar uma semana!”

Por acaso, eu gostava de fazer isso, mas reconheço que não posso. Logo, não sou livre. Se fosse livre, ia.

Por vezes, nem é a falta de dinheiro, mas são outros compromissos que nos “agarram”, como por exemplo, as actividades dos filhos ou dos parceiros, quando vivemos em família, ou as nossas próprias opções, quando decidimos que temos que fazer mais um part-time, para ganhar mais algum…Até por parte do Estado de Direito, ou seja, das leis, existem muitas “restrições” que diminuem claramente a nossa liberdade… Limites de velocidade, por exemplo, ou proibições de diversas substâncias ou produtos que, nem muitas das vezes não fazem sentido…A obrigação de pagarmos impostos !  A própria sociedade com a sua “moral” coloca-nos fronteiras naquilo que podemos ou devemos fazer… A monogamia, por exemplo, pode ser vista como uma limitação da liberdade pessoal de um homem (ou mulher).

De uma maneira ou de outra, são poucos os que são realmente livres e que fazem realmente o que querem na vida.

E quanto à democracia ? Numa das inúmeras e inúteis entrevistas que têm passado recentemente na tv por causa dos 40 anos do 25 de Abril, a pergunta era se a revolução valeu a pena ou não? Naturalmente trata-se de uma pergunta estúpida. Assumir e aceitar a possibilidade de se preferir viver numa ditadura na qual abertamente existiam fenómenos como a tortura, a Pide, a gritante falta de direitos humanos e da liberdade de expressão, é naturalmente uma pergunta estúpida. Quem sentir muita falta destes sintomas do salazarismo, que vá viver para o Simbabwe ou países do género… Portugal ficará muito melhor, sem essa gentinha !

Contudo, está também claro, que muitos dos fatores que alegadamente foram ganhos pela revolução, já não existem na prática. Para além dos dois factores acima descritos, é verdade que existe uma “liberdade de expressão”. Contudo, verifica-se na prática, que de nada vale dizer (ou mesmo escrever) as verdades,  porque elas raramente levam a que haja qualquer reacção… Quando obras como “Os Priveligiados” e “Da Corrupção à Crise” foram lançados, explicando claramente muitos dos casos de polícia que envolvem os nossos Governantes, nada aconteceu, ou melhor, os tais governantes, que são corruptos e lesaram o Estado, continuam em funções…

A própria democracia implica literalmente que “é o povo quem manda”. Na prática, a única coisa que os eleitores realmente decidem em quase todos os países do mundo, é a cor política do governante que os rouba a seguir. É inconcebível, como os sucessivos governos têm seguido políticas que atacam directamente a qualidade de vida da maioria dos cidadãos retirando-lhes direitos, dinheiro e serviços, enquanto que lobbies minoritários são sempre beneficiados. E quando a população se manifesta contra estas políticas destrutivas, tudo fica igual.  Obviamente, isto não é democracia, porque se o povo mandasse, dificilmente aumentaria os seus próprios impostos, baixando os próprios salários e retirando-se direitos e benefícios sociais, para que os bancos e as grandes empresas aumentassem os seus lucros.

De facto, já chegamos ao ponto em que as pessoas já se dão por contentes, quando conseguem SOBREVIVER, ou seja, quando ganham o suficiente para chegar ao final do mês e pagar todas as contas – o que nem todos conseguem !  Com outras palavras: uma grande maioria da nossa sociedade, passa a vida a trabalhar e em compromissos inevitáveis, para ter dinheiro suficiente que apenas permite continuar a trabalhar e a manter esses compromissos. Uma roda de Hamster, nada mais!

É uma minoria que retira verdadeiro prazer da vida, e que usufrui das belezas que este mundo oferece.

Assim sendo, coloca-se realmente a pergunta que deu titulo a este texto:

“Sobreviver para quê?”

A vida deve ser vivida, aproveitada e gozada. Qualquer pessoa tem que ter direito à Felicidade, fazer o que gosta, viver de forma confortável com as pessoas com quem adora estar… Todas as outras opções implicam apenas sobreviver : estar vivo, para se fazer coisas que não se gosta, aturar pessoas que se detesta e manter rotinas e obrigações que não levam a nada… São vidas, que por vezes significam sofrimento intenso, desgosto e dor.

Está na hora de lutar por uma vida melhor ! O primeiro passo, é reconhecer o problema !

Espero que este texto tenha contribuído.

No meu livro, há sugestões para os passos seguintes…

 

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