O engano dos preços “baixos”

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O engano dos preços “baixos”

Frequentemente as pessoas avaliam os preços de coisas com a designação de “caro” ou “barato”. É claro o que se pretende adjectivar, porém, o verdadeiro sentido dessas designações, hoje em dia, está completamente invertido, errado ou simplesmente alterado.

Sabemos que quando alguém diz que um produto é caro, essa qualificação é subjectiva. O que para umas pessoas é caro, para outras é barato – depende da necessidade e do reconhecimento dos produtos. Um dos problemas é que quem vende, acha sempre que deve pedir mais dinheiro, enquanto que quem compra, quer sempre gastar menos. No fundo, toda a gente se está a enganar com estas qualificações. Considerar um produto como caro, quando esse produto nos resolve um problema que provoca custos muito maiores, é simplesmente uma parvoíce.

Querer comprar um produto de elevadíssima qualidade, com serviço e com seriedade, por uma “pexinxa”  é outra parvoíce. Ninguém se lembra de entrar num stand da Mercedes e de exigir que esse carro lhe seja vendido pelo preço de um Dacia! Porém, em outros produtos, isso acontece com frequência. E quando o vendedor simplesmente não pode baixar o valor, então lá surge a avaliação “é muito caro”…

Porque será que existem várias marcas de produtos ? Será que alguém espera seriamente que a carne do talho familiar com matadouro próprio e controlo de qualidade, tem a mesma qualidade que a carne barata das grandes superfícies ?

Será que acreditam que um qualquer produto que é vendido com 10 anos de garantia, tem que ter o mesmo preço que um concorrente chinês que estraga à décima vez que é usado ? Na prática, as pessoas parecem acreditar nisso mesmo, visto que preferem comprar “barato no chinês” para “economizar” no curto prazo, sem reparar que esse produto lhes vai sair muito mais caro do que um item de qualidade comprovada que funcionaria muito melhor, muito mais tempo, por muito menos custos.

Em Portugal, a mania do “fazer barato” chegou já há muito tempo à política dos nossos DesGovernos. Em forma de austeridade, que curiosamente só atinge os serviços populares e nunca os benefícios dourados da elite, o país empobrece cada vez mais, aumentando cada vez mais a crise. Já não se sabe se a austeridade é resultado da crise ou se a crise é resultado da austeridade, embora tende a ficar cada vez mais óbvio, que é a segunda opção, visto que a primeira deixa muitas dúvidas. Porém, o primeiro ministro continua com a sua obsessão de fazer bolos sem ovos e de procurar o mais barato ainda, até à penúria total das pessoas – não dele, claro.

O barato é por esta razão, co-responsável pela crise que se vive em Portugal. É óbvio que para se vender barato, é preciso de cortar custos. Assim, baixa-se a qualidade dos produtos, o custo da mão de obra, foge-se aos impostos e fazem-se malabarismos… Não se paga fornecedores, etc.  Junta-se a concorrência que leva alguns empresários a fazer orçamentos suicídas, só para ganhar as obras, perdendo dinheiro… O barato sai sempre caro – sem excepções. Neste exemplos, é todo um país que empobrece cada vez mais, por causa da mania do querer comprar barato…

Os países do mundo em que se vive melhor, são os países onde as coisas são mais caras. Também os ordenados são muito mais elevados. Existe um equilíbrio que inclui a mentalidade das pessoas. Nos países do Sul, os ordenados são baixos, muitos produtos são caros e mesmo os que são “baratos” continuam caros em relação aos salários…  Assim não há solução.

Por fim é de considerar também a consequência mental que surge  por causa da mania do comprar barato. As pessoas limitam-se cada vez mais, acreditando mais e mais convictamente que são pobres, que não podem comprar determinados produtos ou usufruir de certos serviços.  A mentalidade de pobre limita-se sempre, com a desculpa de que tudo é muito caro, deixando assim de investir, de criar e de tentar evoluir no sentido de se poder dar ao luxo de comprar… O “não posso comprar porque é caro” é a frase que determina essa limitação. O desejável seria pensar:  “o que é que eu posso fazer, para poder comprar?”. A partir daí, a mente iniciaria a criação de formas para ganhar mais dinheiro. Iniciar-se-ia o início do combate à pobreza…

500 euros

Da próxima vez que pensar “esse produto é muito caro para mim”, pare. Repense. É mesmo verdade ? Será que os benefícios do produto não compensam o preço ? Será que o investimento não trará mais riqueza ?  Será que optar por um produto barato não sairá muito mais caro?  Penso que as respostas já são claras…

Pense e fique rico. Há um livro que se chama assim e explica como.

 

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