Category Archives: Biologia

Onça Pintada – (Panthera Onca) nos E.U.A?

Desde o começo do século XX que a onça pintada ou jaguar, (panthera onca), é considerada extinta em território norte americano. Embora essa espécie tenha habitado durante muitos anos áreas no sul dos Estados Unidos, do extremo sul da Califórnia até a área da Louisiana.

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Em rosa a ocorrência original da onça-pintada, em vermelho a ocorrência atual, além de tais territórios detalhados na imagem, a onça pintada ocorre até em partes da Argentina e é amplamente distribuída no Brasil.

Contudo, nos últimos dez anos, devido a tecnologia de câmeras com disparo automático por sensor de movimento, foi possível a comprovação, apesar de ser uma população muito frágil em termos populacionais, tal notícia é muito animadora.

A onça é o maior felino das américas e o terceiro maior do mundo, os fatores que causam a diminuição das populações são principalmente a caça e a destruição do seu habitat.

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Veja mais em: https://www.mammalsociety.org/articles/evidence-resident-jaguars-panthera-onca-southwestern-united-states-and-implications-conserv 

Incríveis Animais Híbridos

A Mula é um animal que é obtido através do cruzamento entre duas espécies, cavalo (Equus ferus caballus) e asno (Equus africanus asinus). Somando qualidades positivas de ambas as raças, a mula é amplamente utilizada para o transporte de cargas e é muito conhecida. Por ser um exemplo de animais híbridos, cruzamento inter-espécies, é quase sempre estéril.

Abaixo a mula, resultado de hibridismo entre cavalo e asno.

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Existem outras curiosas novas espécies que foram obtidas pelo cruzamento entre espécies. Dentre os felinos de grande porte do gênero Panthera, isto é, a onça (Panthera onca), o leopardo (Panthera pardus), o tigre (Panthera tigris) e o leão (Panthera leo) foram feitos diversos cruzamentos:

Ligre, cruzamento entre um leão e uma tigresa

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Leopon, cruzamento entre um leopardo e uma leoa

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Tiguar, cruzamento entre um tigre e uma onça pintada fêmea

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Outras muitas espécies de animais podem cruzar entre si, como por exemplo: Zebralo, cruzamento entre zebra (Equus Zebra) e cavalo (Equus ferus caballus).

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Urso Grolar, cruzamento entre um urso pardo ou grizzly (Ursus arctos)  e um urso polar (Ursus maritimus) .

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No caso do homem, (homo sapiens) o único hominídeo moderno,  aconteceram experimentos terríveis ao longo da história. Cientistas não éticos tentaram, felizmente sem sucesso, a hibridação da raça humana com chimpanzés (Pan troglodytes). E mesmo embora grande parte do nosso DNA seja compartilhado com tais animais, a distância genética não permite tal fantasia sórdida.

Células de Sangue Sob o Microscópio

Graças à tecnologia óptica dos microscópios, aliada às câmeras de qualidade para microscopia, é possível ver imagens incríveis com os microscópios com câmera.

Enquanto fazemos nossas atividades diárias sempre está acontecendo algo dentro de nós, a constante luta da homeostase. Células se multiplicando, células morrendo, células defendendo nosso organismo.

As células do nosso sangue tem múltiplas funções, como transportar oxigênio, transportar o gás carbônico para ser eliminado pelos pulmões, nos imunizar, coagular, levar nutrientes para os nossos tecidos.

Esse milagre da vida, é observável com riqueza de detalhes com a tecnologia certa.

No vídeo abaixo podemos nos encantar com a tecnologia dos microscópios e entender melhor como nós funcionamos no nível celular.

*Todos os direitos reservados ao autor do vídeo, “under the microscope.”

Os Magníficos Tangarás do Brasil

Cores vibrantes e diversificadas, parecem pinturas extraídas da imaginação. O gênero Tangara é típico de Neotrópicos como o Brasil. Tais aves possuem uma beleza incomparável, são pequenos pássaros conhecidos popularmente como saís ou saíras.

O Sanhaçu-Cinzento (Tangara sayaca) é um dos mais conhecidos e populares, sendo possível encontrar em diversos centro urbanos.

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Saíra- Douradinha (Tangara cyanoventris)

Saíra dourada

Saíra-Militar (Tangara cyanocephala)

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Saíra-Sete-Cores (Tangara seledon)

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Saíra-Diamante (Tangara velia)

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Saíra-Lagarta (Tangara desmaresti)

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Saíra-Pintada (Tangara guttata)

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Saíra de Cabeça Azul (Tangara cyanicollis)

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Saíra-Sapucaia (Tangara peruviana)

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Os tangarás são exemplos da beleza magnífica da avifauna brasileira.

A importância da Ciclagem para o Aquário

Processo popularmente chamado pelos aquaristas de criar “biologia”, o processo da ciclagem se dá para que as bactérias nitrificantes degradem a amônia em subprodutos menos tóxicos e inertes. Conhecido como o ciclo do nitrogênio, as bactérias envolvidas no processo de ciclagem devem formar suas colônias em número suficiente para que a qualidade da água do aquário não fique comprometida.

Abaixo: Poecilia Reticulata, popular peixe de aquário também conhecido popularmente como guppy ou lebiste.

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De forma frequente vemos pessoas empolgadas sair das lojas de aquário com os peixes e o aquário, e ficam frustradas e tristes quando os peixes acabam morrendo de uma forma misteriosa, mesmo que tenham tido os cuidados corretos, como ph e temperaturas ajustados, ausência de cloro. Isso pode acontecer porque a amônia que é excretada pelos peixes contém toxicidade suficiente para mata-los.

Devemos ter em mente que um aquário é um sistema ecológico fechado, e como tal ele deve se ambientar e se adequar até que o sistema possa ficar independente e autossuficiente. Na natureza, como um sistema aberto, a renovação da água se da mais facilmente. No caso de pequenos lagos, tanques e aquários deve se respeitar cerca de 4 semanas para garantir que as bactérias nitrificantes possam se fixar e formar colônias.

Se quiser acelerar esse processo natural, pode-se utilizar água ou objetos de decoração de outros aquários já estabelecidos. Nas lojas de aquarismo também se encontra com facilidade a cerâmica para aquários, ela é principalmente utilizada como substrato para a fixação dessas bactérias.

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Acima: Cerâmica utilizadas para fixação de bactérias no aquário.

Você ainda pode colocar os peixes no aquário novo, mas precisa fazer mudanças frequentes parciais da água, mas o desafio é que essa água esteja livre de cloro e com o ph adequado. É possível sim, mas de forma geral, para os peixes mais frágeis o fortemente recomendado é esperar o período da ciclagem.

 

Os Blefes da Natureza

Na camuflagem, os animais imitam as cores do ambiente para se sentirem seguros e passarem despercebidos, como é o caso do bicho-pau, do camaleão e do gafanhoto.

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Acima: Bicho-Pau da ordem Phasmatodea.

O aposematismo é uma estratégia de certos animais para ao invés de se esconderem de predadores se misturando ao ambiente, exibirem vivas e chamativas cores para avisarem aos predadores que são venenosos.

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Na ordem anura, mais particularmente na família Dendrobatidae os membros do grupo são extremamente venenosos, bastando uma pequeníssima quantidade de veneno para serem letais, apenas 40 microgramas. São nativos da América Central e do Sul e apresentam de forma geral, lindas cores sinalizando que são perigosos.Algumas tribos utilizam astutamente as toxinas de tais anuros para setas de zarabatanas ou flechas, para caçar.

Abaixo: Phyllobates terribilis, a espécie com tóxina mais venenosa.

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Já no caso do mimetismo a estratégia é exatamente a mesma, exibir cores chamativas ou copiar as cores de animais venenosos, a diferença é que os animais que adotam o mimetismo não são realmente venenosos.

O mimetismo costuma funcionar muito bem sob o ponto de vista biológico, usam essa estratégia como ferramenta para não serem predados e ainda por cima ficam com um cor chamativa e viva. Um dos exemplos mais famosos é o caso da cobra coral falsa.Erythrolamprus_aesculapii-coral falsa

 

 

 

 

 

 

Outro tipo de blefe comum no reino animal é um cão arrepiar os pêlos das costas para parecer maior, ou como alguns animais que incham para dar outra impressão e vender ao predador a idéia que são mais assustadores do que são.

 

Neurociência da Gratidão

Envolvidos na dinâmica “automática” do dia a dia acabamos reclamando e nos frustrando sem parar pra pensar nas coisas boas que acontecem ou nas nossas conquistas. Temos a tendência de nos acostumar com as coisas boas que acontecem e simplesmente não lembramos mais delas, ficamos sempre cada vez mais “resistentes” e esquecemos de ser gratos pela nossa saúde, por ter um teto onde morar, um amigo para compartilhar, um familiar para amar.

Com essa atitude nos sentimos profundamente frustrados e abatidos, com um sentimento de falta de perspectiva. Dominados pelo pessimismo em um circulo vicioso, vence a frustração e a impaciência e assim sem entender os mecanismos que estão por de trás do que acontece em nossas vidas, nos sabotamos e criamos uma atmosfera hostil para que se possa desenvolver e aceitar a vida com mais serenidade e finalmente conseguir ser mais feliz.

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Testes recentes de neurociência comprovam que sentir o sentimento de gratidão ativa no cérebro a área de recompensa, localizado no núcleo accumbens, intimamente ligado ao prazer e ao bem-estar. O sistema de recompensa cerebral é o responsável pelos sentimentos de felicidade e da boa auto-estima, se sentir grato ativa esse sistema e desencadeia sentimentos muito bons para o organismo. Ainda, com a ativação dessa área de recompensa, há a liberação do neurotransmissor dopamina, retroalimentando o sistema e aumentando a sensação de satisfação e felicidade causadas pela gratidão.

Sentir-se grato também auxilia a produção do hormônio ocitocina, o chamado hormônio do amor, o que gera sentimentos de afetuosidade e empatia e nos ajuda a sentir felizes.

As pessoas que sentem freqüentemente gratidão pela vida se sentem mais satisfeitas, serenas, com mais vitalidade e auto-estima do que as pessoas mais amarguradas e frustradas.

Exercitar a gratidão o fará se sentir melhor e trará inúmeras vantagens para a sua vida.

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Animais Ferais; de volta à essência.

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A domesticação de animais sempre aconteceu a partir de animais selvagens, de forma natural, não existe dentre animais selvagens, animais considerados domésticos, embora, existam animais mais ariscos e agressivos e outros que são mais dóceis. Durante a história humana, animais foram sendo selecionados de acordo com as suas características, afim de serem utilizados para ajudar os seres humanos, seja na provisão de leite, arado, ovos, locomoção, carne, pele e até mesmo segurança, companhia e pastoreio.

Vagarosamente, durante os anos, os animais foram se incorporando ao mundo dos seres humanos, porcos, galinhas, cavalos, vacas, cães, gatos e muitos outros.  Se tornaram de alguma forma dependente do cuidados dos humanos, mas poderiam esses animais voltar novamente à essência? Novamente caminhar nas florestas, bosques e pradarias como um animal selvagem?

A resposta é sim. São os animais ferais, animais que vieram de um processo de domesticação durante muitos anos e que depois, simplesmente, fugiram ou foram abandonados construindo uma complexa sociedade selvagem e voltando a ser parte da natureza.Os impactos ecológicos são muitos e talvez o exemplo mais emblemático seja o dos dingos, os cães selagens da Austrália. Durante muito tempo os predadores topo de cadeia alimentar da Oceania eram os marsupiais carnívoros, como o Tigre da Tasmânia. (veja o artigo sobre esse curioso animal aqui) Contudo, com a introdução de cães, dos primeiros que visitaram a Austrália, as populações nativas foram decrescendo pela competição com esses animais até que os marsupiais carnívoros foram extintos da Austrália. Wild_Horses_on_Steens_Mountain_(6983016963)

O Dingo, que é uma subespécie do Lobo, se adaptou muito bem à Oceania e até hoje perdura como principal predador, se alimentando principalmente de cangurus, coelhos e ratos. Outros inúmeros animais hoje vivem em populações selvagens e derivam de animais domésticos, como é o caso dos cavalos selvagens da América do Norte, os chamados Mustangues (foto). É também curioso o caso dos dromedários na Austrália, um bom exemplo de como tais animais encontraram um ótimo lugar para se desenvolver e hoje vivem normalmente, pastando nas planícies áridas australianas. Os dromedários foram introduzidos pelos primeiros pioneiros que lá chegaram.

Gatos, cabras, porcos, gado e muitos outros animais vivem na natureza selvagem, se readaptaram , reproduziram e encontraram um nicho ecológico para se perpetuarem. As implicações ecológicas, no entanto, são bastante complexas. Fato é que sim, muitos animais domesticados voltaram à sua essência selvagem.

 

O Espetacular Açafrão

Conhece essa flor?

Essa é a flor do açafrão, ou cientificamente co67168_Papel-de-Parede-Acafrao_1400x1050nhecida como Crocus sativus. O açafrão é obtido através do estigma dessas belíssimas flores. É utilizado desde a antiguidade como especiaria, sobretudo na região do mediterrãneo onde o açafrão é originário.

É uma especiaria muito versátil e é comumente usada no preparo de risotos, aves, caldos, massas e até mesmo de doces. É um item muito tradicional da paella espanhola.

É tida como a mais cara especiaria do mundo já que para uma pequena quantidade de açafrão é necessário uma quantidade muito grande das flores Crocus sativus.

O açafrão também tem sido empregado para a medicina, há séculos. Historicamente foi utilizado no tratamento do câncer e de estados depressivos. Tais aplicações têm sido pesquisadas atualmente. Efeitos promissores e seletivos contra o câncer têm sido observados in vitro e in vivo, mas não ainda em testes clínicos. Efeitos antidepressivos também foram encontrados in vivo e em estudos clínicos preliminares.