A Dissonância Cognitiva e A Desonestidade Intelectual

A fábula das raposa e das uvas é muito conhecida por exemplificar a dissonância cognitiva. Por ver que as uvas estão alta demais para serem apanhadas, a raposa racionaliza e apenas se convence que as uvas não são boas, resolvendo um conflito de forma simples, para não prolongar o seu sofrimento de não conseguir o desejava.

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Precisamos tomar cuidados, quando na vida, inventamos estórias na nossa cabeça, para criar uma realidade que seja mais alinhada do que o que gostaríamos que o mundo fosse. As nossas perguntas e reflexões devem ser respondidas de forma inteligente, para que não cause ilusões e fantasias longe da realidade.

Cada um de nós tem uma subjetividade, que como o próprio nome propõem, é uma forma individual de interpretar as coisas, subjetiva. Diferente da forma objetiva, representada, nesse caso, pela verdade propriamente dita.

Invariavelmente cometeremos erros de interpretação das coisas, mas o desafio é tentar ter a maior clareza possível sobre os eventos, tentar nos aproximar da realidade. Entrar em pensamentos neuróticos, muitas vezes nos afastam da realidade e nos aproximam de um mundo de faz de conta, os únicos prejudicados com isso, somos nós mesmos.

A negação é um outro mecanismo que pode nos revelar uma certa desonestidade intelectual, negamos e evitamos entrar em contato com certas coisas, nos iludindo, na esperança de achar que as coisas não são o que são.

Quando é possível resolver alguns conflitos mais aflitivos da nossa subjetividade, nós ganhamos liberdade, por vezes tais mecanismos nos prendem a neuroses, paranoias e fantasias. Domar o nosso subconsciente, exercitando a nossa razão, honestamente, sem dúvida, é se desenvolver e criar uma consciência maior.

 

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