O Consumo que Consome

“Nossa economia produtiva requer que o consumo se torne nosso modo de vida, a convertermos o ato de comprar e usar bens como rituais, que tenhamos satisfação pessoal e espiritual ao consumirmos. Precisamos consumir, queimar, substituir e descartar em uma velocidade muito rápida.”

Victor Lebow, 1955

Essa profética frase acima que inspirou o American Way of Life, o qual nós brasileiros também seguimos, quer dizer muita coisa. Somos acostumados a usar como termômetro de status social os bens de consumo, marcas, grifes. Associamos padrão de vida e valor à alguém que colabore incessantemente ao consumo.

Nossa necessidade transcendental de ocupar um vazio inerente, cria desejos, esses desejos são consumidos e efemeramente somem como parte de um ciclo sem fim, tão logo outro desejo surgirá e irá embora nos tornando eternos escravos do consumo.

Por si só, tal dinâmica é muito ruim, porque nos tira a liberdade e nos aprisiona a trabalhar para consumir, nos cega e não permite que encontremos a felicidade de modos mais democráticos e mais duradouros. O dinheiro pode ser um ótimo servo ou o pior dos amos.

No filme Clube da Luta de 1999, Tyler Dunder, (Brad Pitt) diz para o personagem de Edward Norton que vive com insônia: “As coisas que você possui acabam possuindo você.”

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