Uso de Microscópio de Contraste de Fase

Conceito:

De forma geral, a fase da luz de um microscópio pode ser alterada, ocasionando um contraste maior e facilitando a sua melhor visualização em um microscópio. Através de algumas mudanças de fase da luz é possível criar um contraste otimizado. Tais microscópios apresentam a luz direcionada para um específico ponto, criando ângulos que possam difratar a amostra ou retardar a luz, (alterando-se a fase luminosa) ocasionando aumento de contraste.

A vantagem dessa metodologia científica é observar um espécime sem precisar usar uma coloração.

A fixação das amostras biológicas na microscopia tradicional, causa a morte das células. O que é possível observar as amostras no instante que foram fixadas, mas não se consegue observar as amostras vivas. O microscópio de contraste de fase é utilizado para analisar e observar o intercurso biológico das células vivas, onde as células não são fixadas nas lâminas de analise.

Na microscopia de campo claro comum, analisar células vivas pode ser mais complicado pela falta de contraste. A utilização do contraste de fase se dá por não necessitar corar as células, mas mesmo assim proporcionar a visualização detalhada da amostra.

O microscópio de contraste de fase segue a mesma estrutura básica do microscópio óptico convencional, com a diferença de um diafragma anular próximo ao condensador. Entre as lentes, objetivas e oculares, tem uma placa de difração que serve para receber a luz que é difratada.

Configuração e Acessórios:

Para tal metodologia é necessário um diafragma de formato anular, uma placa de refração e objetivas especializadas para contraste de fase. Pode ser um microscópio próprio para contraste fase, bem como um microscópio de campo claro onde se pode, posteriormente, adquirir um kit acessório para contraste de fase. Isso depende da avaliação do pesquisador.

Aplicação:

O contraste de fase é utilizado para analise de diversos tipos de amostra, como espécimes transparentes, células vivas, microorganismos, tecido, petrografia, matérias primas translúcidas e transparentes, partes subcelulares de uma célula, dentre outras aplicações as quais não é possível a observação em campo claro.

Usado amplamente na comunidade científica e laboratórios de rotina existem tipos de amostras que podem apenas ser vistas de forma correta com essa metodologia.

A Laborana – Equipamentos Científicos com 30 anos de tradição empresarial oferece consultoria técnica de vendas, com profissionais especializados em microscopia.

Exemplo:

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Pessoas São Como Jarros

“Pessoas são como jarros, quanto mais vazios, mais barulho fazem”… Alexandre Dumas

Já dizia o provérbio popular, temos dois ouvidos e uma boca. Quando conseguimos estar em silêncio e paz conosco?

Óbvio que viver em isolamento e longe das pessoas é ruim, mas até qual ponto utilizamos o artifício de nos esconder de nós mesmos ou de simplesmente falar e falar pra calar os nossos pensamentos inquietantes.

Se nós próprios muitas das vezes temos dificuldades de estarmos conosco, o que dizer das outras pessoas estarem conosco? O som da música alta e das conversas inflamadas, atenuam nossos pensamentos mais sombrios. Para muitas pessoas é muito difícil conseguir encontrar certa serenidade na sua própria presença.

Pessoas mais sábias não são verborrágicas, em vez, sabem quando falar, o que falar e para quem falar, mas, sobretudo conseguem ouvir e ter uma percepção mais acurada das situações e compreender as nuances leves que determinam os comportamentos.

“Extrovertido é o ser que não suporta o tédio de ficar consigo mesmo.” Arthur Schopenhauer

Muitas vezes preocupados com o que vamos falar, não prestamos atenção no nosso interlocutor e vice-versa. A comunicação humana melhora à medida que nos permitimos ouvir.

Chata não é a pessoa que não fala coisas interessantes, chata é a pessoa que fala coisas que não são interessantes para o seu interlocutor. É certo que se você não gosta de futebol, te aborrece quando alguém começa a falar sobre futebol, mas não é do seu interesse. Para uma outra pessoa aquele assunto poderia ser interessantíssimo, apenas a percepção de que aquele tema seria interessante (unilateralmente interessante) é que na verdade deve ser usada com mais sensatez.

Muitas vezes o silêncio é a melhor música, acalma a alma.

A Ditadura da Felicidade

A maioria das pessoas concorda que não é bom viver sob um regime ditatorial, afinal, o que faríamos com a nossa liberdade? Como as pessoas poderiam se comunicar espontaneamente tendo todos os seus passos vigiados?

É a partir dessa realidade que George Orwell fala de uma sociedade fictícia, na distopia 1984. Aliás, o termo Big Brother vem de lá, a constante vigilância das pessoas e uma agenda nefasta de lavagem cerebral.

Óbvio que hoje nossa sociedade, não está ainda nos moldes que George Orwell escreveu, mas objetivamente, conseguimos nos colocar socialmente de maneira livre?

A tristeza está intimamente e erroneamente ligada ao fracasso, pois as pessoas precisam estar em absoluta felicidade com as suas condições, para sinalizarem sucesso. Nesse sentido, a sociedade do antidepressivo, ansiolítico e do álcool se assemelha mais com outra distopia muito famosa: Admirável mundo novo de Aldous Huxley, onde os habitantes dessa ditadura, no caso, tomam uma droga muito particular, o soma, e assim tem prazer na sua servidão e na suas condições.

Extinguir artificialmente as múltiplas variáveis emocionais que compõem a psique humana é um modo de nos tirar a humanidade. Somos seres complexos que sentem alegrias, tristezas, medos, ciúmes, ansiedade, raiva. Essa é a nossa humanidade, e não há nada de errada na expressão da nossa condição confusa e simplesmente humana.

Somos direcionados a desejar uma felicidade quase que caricata, aristocrática e imatura. Obviamente que inatingível, desta forma, muitos vivem num mundo de aparências, como a fábula do palhaço que é triste, tais pessoas sobem em pedestais para sinalizar uma potencial felicidade que não existe. Em vez, a felicidade é uma condição de serenidade onde se basta o pouco, mas o essencial.

A subjetividade da felicidade se perdeu na sociedade da ostentação e virou um conceito pré-fabricado, como um produto anunciado nas grandes mídias, a felicidade se tornou bem de consumo, ninguém tem a tranqüilidade e paz de conseguir encontrá-la, mas vale a pena dizer ao próximo que encontrou.

É como a história do Rei nu, com as roupas que apenas os inteligentes podem ver. Ninguém quer dar o braço a torcer, a ditadura da felicidade está aí, para consumo.

Autoconfiança e medo de críticas.

Sabe a razão de muitas vezes não fazermos uma tarefa, por mais simples que ela seja? Medo. Medo de sermos criticados, medo de não realizar satisfatoriamente, medo de não ter os recursos necessários. Preferimos protelar ao lidar com esses medos e a vida vai passando enquanto nos colocamos em um ambiente de críticas e desaprovação pessoal, resultando em frustração, culpa e baixa auto-estima.

Outro inimigo na hora de agirmos é o perfeccionismo, pessoas que tendem a ser perfeccionistas preferem não fazer, tal mecanismo de defesa age para resguardar, mas tem um papel fundamental secundário e nos evita de fazer coisas que são essenciais para a nossa vida. Na busca do “perfeito” e do utópico criamos uma redoma, um mundo intangível, tal qual apenas uma pessoa perfeita poderia se beneficiar. Somos exigentes demais conosco e não temos muitas vezes a maturidade de aceitar a nossa tão simples humanidade.

Queremos estar no controle das coisas e num capricho paradoxal ditamos um comportamento dúbio de não agir para nos resguardar, o que gera em longo prazo, apenas sofrimento. Começar a fazer as coisas que precisam ser feitas, sem muitas cobranças pessoais é condição indispensável para obter a paz mental necessária para conseguir novas realizações na vida.

Às vezes é melhor entregar um resultado qualquer e ir aprimorando com o tempo e com os erros, do que não fazer nada com o medo de errar ou de ser criticado.

O medo é uma emoção saudável, biológica, feita para que possamos nos proteger. É como um instinto de auto-preservação. Contudo, precisamos ser bastante cuidadosos com os medos irreais, estes agem de forma a limitar a nossa existência. O medo da desaprovação tolhe a nossa espontaneidade e nosso potencial criativo minando nossas forças de entrar em ação.