COMO ESCOLHER O VINHO CERTO?

VINHOS-DE-PORTUGALComo escolher o vinho certo?  Quem não se sentiu confuso ao seleccionar uma garrafa de vinho para o jantar?  Não se preocupe, você não está sozinho. Há muitas pessoas que realmente não sabem como escolher um vinho para uma ocasião.

Ao longo dos anos, o uso de vinho em cerimonias religiosas tem sido comum a muitas culturas e regiões. Vinho sempre foi uma parte importante do judaísmo, do cristianismo e da cultura islâmica surpreendentemente também. É de notar que o consumo de álcool é proibido como por exemplo no Islão. Mantendo a religião de lado, o vinho é a bebida mais popular e importante que é consumido em conjunto com uma variedade de pratos europeus e de estilo mediterrâneo. Muitos chefes e cozinheiros de todo o mundo são conhecidos por usar vinho como um bom agente aromatizante. Isto é porque a acidez do vinho leva a pratos doces e salgados.

COMO ESCOLHER 0 VINHO CERTO ?

Quando falamos de vinho, nem sempre um vinho bom é um vinho caro. Existem muitos vinhos bons e baratos no mercado.  A resposta para algumas perguntas podem ajudar na escolha do vinho.

É  para consumo em pouco tempo ou é para armazenar? Se a intenção é escolher um vinho para ser consumido em pouco tempo, não existem grandes segredos, mas quando a idéia é a armazenagem é necessário verificar sua procedência, tipo da uva, safra, produtor além de garantir uma correta condição de armazenagem.

Qual será a ocasião? Embora o mais importante aqui seja o gosto pessoal de cada um, algumas ocasiões pedem escolhas especiais. Jantares românticos, por exemplo, podem ser acompanhados por um bom champanhe ou então por vinhos jovens e macios, que acompanham pratos leves. Ocasiões festivas vão muito bem acompanhadas com espumantes, de preferência heterogéneos, afim de agradar o maior numero de pessoas. Vinhos mais elaborados podem render um bom assunto para um jantar de negócios.

Qual será a refeição? Como escolher o vinho certo?  A relação entre vinhos e comidas é complexa, devido à riqueza das várias associações possíveis. As harmonizações são inumerosas e levam em conta uma série de factores.

Pratos gordurosos e suculentos, como carnes e assados, pedem a tanicidade dos tintos, contrapondo a secura que eles causam no palato à untuosidade do prato. A acidez também se contrapõe à gordura e é desejável em pratos em que ela se faça bem presente.

Pratos com muitas especiarias, pedem vinhos igualmente aromáticos e também com maciez para se contrapor à sensação das especiarias no palato. Um bom tinto da casta Syrah ou um branco Gewurztraminer, dependendo do prato, podem ser bons acompanhamentos.

Não se apegue a ela, mas tampouco esqueça a tradição. O vinho de determinada região, especialmente do velho mundo, muitas vezes é muito apropriado para o prato típico daquele mesmo local. A ideia é a de que, ao longo do tempo, o nativo vinifica de tal forma a possibilitar o casamento perfeito, já que nesses países essa bebida sempre foi pensada para estar à mesa. Como escolher o vinho certo?

Vinhos - 3Pratos doces pedem vinhos igualmente doces. Aqueles à base de frutas se dão bem com vinhos brancos doces, como os de colheita tardia. Melhor se tiverem boa acidez, para não ficar tudo muito enjoativo.

Peixes e frutos do mar, por sua suavidade e acidez, se dão melhor com brancos. Os peixes de sabor mais forte, como salmão, ou mais temperados são bem acompanhados por brancos de mais corpo, como chardonnays barricados. Peixes delicados pedem vinhos acídulos e leves.

Aves e caças  variam de acordo com a intensidade do sabor. Patos e coelhos selvagens se dão bem com tintos de bom corpo e intensidade aromática. Frangos e perus se casam com brancos de bom corpo ou tintos não muito tânicos e frutados.

Não se esqueça dos molhos e ingredientes, principalmente se ditarem o sabor predominante no prato.

Espumantes são coringas, realmente. Mas até eles variam em estrutura e intensidade aromática.

Existem muitas pessoas influentes, que podem fazer o preço de um vinho aumentar ou baixar com um simples comentário, mas lembre – se: o que importa mesmo é a opinião de cada pessoa na hora de escolher seu vinho.

Conservação

 A conservação dos vinhos de maneira adequada é condição fundamental para manter sua qualidade, pois as substâncias que o compõem podem se degradar naturalmente com o tempo ou mesmo em condições inadequadas de conservação.

 CONDIÇÕES AMBIENTAIS DA ADEGA

Temperatura: A temperatura de conservação dos vinhos deve ser entre 14ºC e 16ºC. Nessa faixa, o vinho esta estabilizado e a passagem do oxigênio pela rolha é correta. Além disso, a evolução do vinho acontece de maneira lenta e gradual. Acima dessa temperatura o vinho evolui mais rápido, porem não com a mesma eficiência, podendo ter aromas e sabores de frutas cozidas. Abaixo desta temperatura o vinho praticamente não evolui, podendo ter seus aromas e sabores modificados de maneira negativa.

Humidade: Para que a rolha esteja sempre em boas condições de conservação a humidade da adega deve estar entre 70% e 80%. Abaixo disso, a rolha pode ressecar, fazendo com que o oxigênio passe com maior facilidade oxidando o vinho. Já uma humidade muito elevada permite o surgimento de bolor, além de danificar os rótulos das garrafas, tornando-os ilegíveis.

Luminosidade: Os vinhos sentem negativamente a exposição prolongada a luz, principalmente a fluorescente. Por conta disso a maioria dos vinhos comercializados hoje são envasados em garrafas escuras protegendo parcialmente o vinho dos efeitos nocivos da luz. Por isso, as adegas devem ter o mínimo de luz possível e somente deve ser usada quando necessário, sendo apagada quando a adega estiver fechada.

Odores: Em condições normais a rolha não permite que o liquido vaze, mas existe uma micro passagem de gás ou de oxigênio e se o ar estiver contaminado com odores fortes, estes serão passados para o vinho dentro da garrafa. Sendo assim, o ambiente onde estão as garrafas deve ser livre de quaisquer odores, tais como, de detergente, sabão, perfumes, alimentos, gases e outros.

Somado a isso, o ambiente deve ser calmo e moderadamente arejado.

CUIDADOS COM AS GARRAFAS

 vinhos6Posição: As garrafas devem estar sempre na posição horizontal ou levemente inclinadas para baixo, para que a rolha esteja sempre irrigada pelo vinho mantendo – se dilatada e ajudando em sua conservação.

Disposição:  Vinhos brancos e jovens são guardados em baixo, a uma temperatura inferior. Já os vinhos tintos são armazenados em cima.  Vinhos generosos e licorosos devem ser guardadas em pé.

Vale destacar a importância da manutenção do rótulo, cápsula e da rolha. Além disso, para manter sua adega organizada, recomenda – se a criação de registos contendo nome do vinho, origem, safra, características visuais, olfatórias e gustativas, data, local de compra e preço, local de degustação e companhia(s).

Como servir?

É interessante conhecer o serviço do vinho, enriquecendo o prazer de tomá-lo. Alguns procedimentos podem ser realizados em casa, como a temperatura adequada, a abertura correta do vinho tranquilo e do espumante, a decantação ou areação do vinho ou mesmo o uso dos copos adequados. É importante frisar que o ritual de serviço do vinho não é frescura: ele otimiza a sua qualidade.

 

A TEMPERATURA

Beber o vinho na temperatura correta é essencial para que ele mostre todas as suas características.

Vinhos brancos devem ser bebidos mais frios porque uma das características que se espera deles é o frescor e a acidez, que casam bem com a baixa temperatura. Como regra geral bebe-se vinhos brancos entre 6 e 12ºC, temperatura de porta de geladeira.

Se a visita apareceu de surpresa, tire o vinho da adega, que está entre 15 e 18ºC e coloque-o em um balde com bastante água e um pouco de gelo. Em minutos estará na temperatura correta. Depois disto, cuidado com o gelo para que o vinho não fique gelado demais.

Vinhos tintos devem ser bebidos menos frios que os brancos,  e sua temperatura varia entre 15 e 20ºC, dependendo se o vinho é pouco encorpado (temperatura mais baixa) ou bastante encorpado (temperatura mais elevada). Essas temperaturas também se aplicam a vinhos fortificados, como Porto, Jerez e Madeira, por exemplo.

Muito gelados escondem seus aromas e quentes demais a exalação do álcool ficará muito forte, mascarando os demais aromas.

Por último, o serviço de vinhos roses deve estar entre 6 e 10ºC, enquanto os espumantes devem ser servidos  entre 5 e 8ºC.

 A DECANTAÇÃO  

Vinhos - 2A formação de depósito é um fenómeno natural para os vinhos tintos, um dos sinais de envelhecimento. É normal que um vinho tinto denso deposite a partir de seis a oito anos em garrafa. Se este depósito se misturar com o vinho ou for levado a última taça o vinho terá um gosto grosseiro e áspero.

A decantação é a operação que permite a separação deste deposito do vinho evoluído, além de permitir sua oxigenação.

A princípio só devem ser decantados dois tipos de vinhos: os tintos muito antigos, para a separação do depósito do vinho evoluído ou um vinho muito jovem, duro e fechado de modo a oxigená-lo e abrir seus aromas e sabores.

O primeiro passo é deixar a garrafa de vinho a ser decantada na posição vertical durante algumas horas, para que o depósito se precipite no fundo. Em seguida, transportar a garrafa na mesma posição sem agitá-la até a mesa.

Encoste lentamente o gargalo da garrafa na boca do decanter e comece a transferir o vinho para o decanter lentamente observando a limpidez do vinho através de seu gargalo com a luz da chama da vela em baixo do gargalo da garrafa. Quando for observado o depósito (a borra) escorrendo para dentro do decanter, lentamente volte à garrafa e finalize a decantação.

 A SEQUÊNCIA DOS VINHOS AO LONGO DE UMA REFEIÇÃO

Quando servimos mais de um vinho ao longo de uma refeição, algumas características determinam quais devem vir antes ou depois. Vinhos mais leves geralmente antecedem os mais encorpados, assim como brancos e rosados vêm antes dos vinhos tintos. Já os vinhos doces costumam serem servidos após  os vinhos secos. Além disso, priorize servir vinhos mais jovens antes de vinhos velhos e deixe os rótulos de mais prestígio sempre depois daqueles mais simples.

A IMPORTÂNCIA DO VINHO

Vinho BrancoNão há nada que combine melhor com um jantar romântico, um serão entre amigos ou um fim de tarde a solo em frente à lareira, do que um bom copo de vinho. Branco, tinto, rosé, reserva, nova colheita, verde, maduro, alentejano ou do Douro, vinho generoso, tranquilo ou espumante, as opções chegam a ser tantas quantas as dúvidas.

  • ocasião e/ou a refeição em que será servido o vinho, pode ser o principal guia para a sua escolha. Embora cada vez mais discutida, a regra de ouro – tinto para pratos de carne e branco para pratos de peixe – continua a valer e é um bom começo quando estiver frente a frente com centenas de garrafas! Porém, não tenha receio de inovar – afinal um vinho não é para ser bebido, é para ser apreciado!
  • graduação alcoólica, mais ou menos elevada, é outra característica que pode ajudar na decisão por este ou aquele vinho. O grau de álcool visível no rótulo da garrafa em forma de percentagem, corresponde ao número de litros de álcool por cada 100 litros de vinho. Na prática, um vinho com uma percentagem mais elevada é mais “encorporado”, mais forte; enquanto um vinho com uma percentagem de álcool reduzida é, naturalmente, menos “encorporado”, ou seja, mais leve.
  • Outra dica interessante para quem quer escolher um vinho irrepreensível, é estar atento à classificação do vinho, uma informação que pode ser igualmente encontrada no rótulo.
  • preço é um factor que pode perfeitamente orientar a escolha de uma garrafa de vinho, existindo garrafas que vão de poucos, a dezenas ou até mesmo centenas de euros… e tudo na mesma prateleira! Como saber? Claro que uma garrafa de vinho que custe €20 terá de ser obviamente de maior qualidade quando comparada com uma de €5, mas isto não quer dizer que a mais barata seja horrível! Se ainda é um amador na questão dos vinhos e não tem a certeza absoluta do que está a fazer, escolha o mais barato para depois não “chorar o prejuízo”. Se, por outro lado, não tiver nada a perder, experimente um vinho mais caro – já diz o velho ditado “quem não arrisca, não petisca”!
  • Para se tornar num verdadeiro expert, existem várias ferramentas úteis que o possam orientar na magnífica aventura pelos sabores e aromas dos vinhos: desde revistas e sites especializados, passando pelos blogues, a experiências mais práticas, como os cursos de degustação de vinho ou as feiras e provas de vinho que já se realizam com alguma frequência um pouco por toda a parte, estando integradas no cada vez mais popular enoturismo.

Agora é mãos à obra e preparar o tal jantar especial e  quem sabe se já sabe Como escolher o vinho certo?

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Joel Gonçalves

Empreendedor online, apaixonado por tecnologia e por ajudar as pessoas a conquistar o sucesso.

Website: http://virtualmarketingpro.com/c/?aid=5190

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